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Sites legais sobre fotografia

Todo aficionado de fotografia tem sua lista de favoritos muito bem guardada e atualizada. Na grande maioria das vezes, não costumamos partilhar estas preciosidades com nossos colegas de vício. Não por maldade ou egoísmo, mas por pura falta de hábito de clicar no botãozinho mágico que diz “Share”.

Um colega de trabalho me pediu hoje, assim meio de sopetão, alguns links que costumo usar. Fiquei encucado com o pedido e tasquei uma dúzia de endereços na hora! Pensando um pouco melhor, resolvi escrever este post e compartilhar com vocês alguns links bem interessantes.

 

links_fotografia
Vamos ver se posso ajudar mais gente a encontrar coisas legais na web (clique nos títulos para abrir as páginas):

The Big Picture – Página de fotografia do jornal norte-americano The Boston Globe. Traz várias coletâneas de imagens de fotojornalismo, agrupadas por temas específicos. DICA: obrigatório e imperdível!

FFFFOUND – Não é exatamente um site de fotografias, mas um espaço coletivo onde pessoas das mais diversas áreas, publicam imagens interessantes. Sempre garimpo trabalhos muito legais e descubro bons fotógrafos neste espaço. DICA: acesse todos os dias!

Meio Bit Fotografia – Canal de fotografia do famoso blog brasileiro de tecnologia. Aqui você encontra todas as novidades sobre equipamentos, objetivas, feiras, reviews, etc. DICA: fique ligado para saber as novidades do mercado.

DPreview – Site norte-americano que traz reviews de quase todos os equipamentos fotográficos do mercado. As análises são muito detalhadas e permitem fazer comparativos entre equipamentos semelhantes, de marcas diferentes. DICA: consulte sempre antes de comprar algum equipamento.

ShutterCrack – Este site traz desde imagens randômicas, pesquisadas por colaboradores ao redor do globo, a projetos elaborados feitos por fotógrafos profissionais. DICA: aqui aparecem as tendências do mercado.

Obvious – Canal de fotografia do site colaborativo português que fala de tudo que é relevante no mundo atual: arte, cultura, tecnologia, música, etc. As postagens são bem selecionadas e a atualização é constante. DICA: faça sua inscrição e torne-se um colaborador!

Flickr – Uma das maiores referências de pesquisa de imagens que dispomos atualmente. Quase todo mundo está nesta rede social de compartilhamento de imagens. Lá é possível encontrar donas de casa de Miami, arquitetos japoneses a fotógrafos de moda italianos. Recomendo sempre! DICA: crie sua conta, adicione contatos e troque informações com eles.

Clicio – Impossível falar de fotografia no Brasil sem citar este grande mestre. Além de ser um grande fotógrafo, ele nos traz textos muito interessantes sobre a prática fotográfica e podcasts sobre LightRoom. DICA: acesse e aprenda tudo o que puder!

B&H – Loja norte-americana especializada em equipamentos fotográficos. É a referência para pesquisa de preços de mercado. Muitos brasileiros costumam compra lá. DICA: fique de olho nas opções de fretes especiais.

Lomography – Para os saudosistas que gostam de fotografar em filme a adoram uma boa polêmica, sugiro a versão brasileira do site das câmeras que dão o que falar. Aberrações cromáticas, objetivas plásticas, distorções e tudo o que vem no pacote. DICA: fotografar em filme vai fazer você pensar um pouco mais antes de apertar o botão.

Photojojo – Loja norte-americana com acessórios, gadgets e uma série de coisas que você não precisa, mas vai querer ter. Tem desde adaptadores de flash comum para flash-rings a canecas em formato de objetivas. DICA: esconda seu cartão e crédito antes de acessar!

Manuais de câmeras antigas – Sabe aquela câmera que o seu avô lhe deixou de herança e ninguém sabe como usar? Provavelmente este site vai ajudar a desvendar os segredos da maquininha. A interface é horrível, mas as informações estão lá. DICA: os autores pedem uma doação, mas ela não é obrigatória e você pode baixar os manuais, em PDF, totalmente de graça.

Masters Of Photography – Um pouco de conhecimento histórico sempre é uma boa pedida! Neste site estão reunidos alguns dos principais nomes da fotografia mundial. DICA: fuja dos grandes nomes conhecidos e descubra outros grandes fotógrafos.

Aos poucos prometo “engordar” este post e colocar mais links relevantes.

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Festival de fotografia HTTPpix

O Instituto Sergio Motta, em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, realiza mais uma ação cultural na internet. O HTTPpix é um festival de fotografia on-line, que convida o público a discutir de forma criativa o consumo e a “gift economy” (economia de doação).

De 31 de maio a 14 de junho (2010) estarão abertas as inscrições para o Festival HTTPpix. Com o tema “Carregue sua Marca”, o Festival propõe aos candidatos a inscrição de até seis fotos em que apareçam com as marcas mais presentes no seu cotidiano, mas que nunca os patrocinaram. Afinal, carregamos marcas que se confundem com nossa identidade o tempo todo. Dirigimos carros com emblemas de montadoras, vestimos roupas nas quais logotipos são sinônimos de estilo e utilizamos gadgets que anunciam seus fabricantes até por vinhetas sonoras. Quantas marcas de produtos você está expondo e “patrocinando” agora?

O Festival, com curadoria de Giselle Beiguelman, acontece no Flickr e está aberto a participantes de todo o país, sem limite de idade. Três finalistas ganharão prêmios de R$1.500,00 cada. O HTTPpix faz parte das ações do Instituto Sergio Motta na Internet, que conta ainda com os Festivais HTTPvideo e HTTPsom. O Festival HTTPpix é uma realização do Instituto Sergio Motta e da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, com apoio do Yahoo e da Agência Click.

A máquina fotográfica

“É preciso sempre colocar a máquina fotográfica atrás da cabeça e não diante. Frequentemente, colocá-la diante dos olhos é um ato de cegueira. Sucede com muitos que olham através da objetiva e ficam cegos, ou distraídos, ou impotentes. Ao contrário, é preciso ver, analisar, ter reações e em seguida, eventualmente, fotografar.

Precisamos ignorar a mecânica do clic e encontrar o prazer de fotografar. Atualmente, existem máquina eletrônicas sofisticadíssimas que nunca erram; basta apertar um botão e se tem a certeza de que o filme foi impressionado e sem erros de luz ou de velocidade. Mas, se a técninca melhorou, isto não quer dizer que a qualidade da visão tenha melhorado.

Angustia-se por exemplo, porque não se tem um determinado primeiro plano, isso é um állibi para esconder a falta de criatividade.

Meu desafio cotidiano é conseguir tirar melhor dos meios que tenho à minha disposição. A habilidade consiste em mudar a profundidade focal do cérebro. A máquina fotográfica não é como um instrumento musical que exige anos de metodologia antes que se comece a tocá-lo. É um instrumento fácil que solicita, de imediato, opções difíceis: o que fotografar, como e quando.

Por isso não basta simplesmente colocá-la diante dos olhos.”

Oliviero Toscani

Bokeh híbrido

Muita gente me pergunta como faço para conseguir fotos como esta abaixo, que tirei nas férias em Ouro Preto.

OuroPreto_AndriMiranteResultado do trabalho digital.

Vou tentar ajudar sem ser  técnico demais, pois esta imagem é um híbrido construído usando três técnicas diferentes: lens flare + bokeh + manipulação digital.


Passo 1: O lens flare

Para produzir uma imagem com flare (brilho), basta apontar a câmera para o sol ou outro tipo de fonte de luz. O tipo de objetiva que você usa vai fazer toda a diferença. Nas que possuem um maior número de elementos internos, ele ficará mais evidente. O ideal é testar com algumas objetivas diferentes e em vários ângulos em relação à fonte de luz, analisando os resultados obtidos. Não existe uma solução padrão, pois cada situação é completamente diferente da outra. A incidência dos raios do sol na objetiva vai gerar pontos de luz na foto sob a forma de “bolhas”, “pentágonos”, “hexágonos” ou outra forma geométrica qualquer.

Exemplo de foto com lens flare.

Passo 2: O bokeh

Bokeh” é a palavra japonesa para “desfoque”. São essas bolas de luz que vemos pelo Flickr. Como esta, que fiz recentemente:

Exemplo de bokeh.

Criar uma imagem deste tipo é, na verdade, bem simples. Escolha um objeto que emita luz, como lâmpadas de Natal por exemplo. Faça a fotometria correta, trabalhando sempre com o diafragma bastante aberto, para ter pouca profundidade de campo. Coloque a câmera em foco manual e tire o foco propositalmente. Pronto! Todos os pontos de luz irão “estourar”, gerando estas “bolotas”.

Comparativo de áreas de foco em uma imagem.

Passo 3: A manipulação digital

Aí é que entra o mais complicado da história. É preciso usar algum tipo de programa para edição de imagens, como o Photoshop. Abra a foto com o flare, sobreponha a ela a imagem do bokeh e mude o “Blend Mode” deste layer para “Lighthen”.

Trabalhando no Photoshop.

Tudo o que está preto ou escuro, irá sumir e o colorido vai ganhar uma certa transparência. É só dar um flatten na imagem e seu bokeh híbrido está pronto!

Mais do mesmo

Posso dizer que a fotografia é uma parte muito importante da minha vida. Seja pelo meu trabalho ou como forma de lazer, quando pego a maquininha e saio por aí clicando qualquer coisa que atravesse na minha frente.

Como gosto do assunto, obviamente passo muitas horas pesquisando sobre fotografia na internet e fuçando em galerias do Flickr e DeviantArt. Durante estas navegações exploratórias, acabei me dando conta de que muitos fotógrafos (amadores, como eu, claro!) acabam repetindo fórmulas na hora de fazer uma foto. Seja pelo padrão estético, pelo ângulo de câmera, tema, composição… parece sempre a mesma imagem, só que com outro personagem.

Vejam só: não estou jogando pedra no telhado de ninguém! Até porquê eu me incluo neste grupo de traídos pela memória.

Acredito que somos aquilo que consumimos. Seja comida ou conteúdo! Quem gosta de fotografia, mais cedo ou mais tarde, acaba indo parar no Flickr. Não existe quem não tenha amigos com imensas galerias pessoais no Orkut ou Facebook. Todos bebem da mesma fonte… e acabam criando um repertório de conteúdo muito parecido com o de várias outras pessoas.

O resultado disso? Basta colocar uma tag qualquer no Explorar do Flickr, para ver um festival de imagens repetidas feitas por fotógrafos diferentes.

Portanto, na próxima vez que você for fazer uma foto: pare, pense e desista! Desista da primeira idéia, pois ela provavelmente será óbvia demais, e parta logo para uma outra… diferente!

Abaixo, vão alguns exemplos de temas que pesquisei aleatoriamente e fiz algumas colagens. Reparem bem, que estou lá no meio em quase todas elas!


Tag pesquisada: “egoshot”.

temas_repetidos_egoshot


Tag pesquisada: “espelho”.

temas_repetidos_espelho


Tag pesquisada: “pés”.

temas_repetidos_pes


Tag pesquisada: “retrovisor”.

temas_repetidos_retrovisor


Tag pesquisada: “varal”.

temas_repetidos_varal

I see dead pixels!

Antes de continuar a rir, preciso avisar que o assunto é sério. Muito sério.

Nunca entendi muito bem o que o termo dead pixel realmente significava até tirar algumas fotos com a minha Nikon D60 em um workshop de fotografia, aqui em Blumenau mesmo. Cheguei em casa e fui editar as fotos. Tudo ia bem até perceber que em algumas imagens mais escuras, onde trabalhei com ISO elevado, apareciam alguns pontos coloridos. Pensei: “Ah! É só poeira em suspensão. Carimbo neles!”.

dead_pixels_exemplo_02

Os círculos brancos marcam alguns dos hot pixels que apareciam nas fotos. Abaixo, em destaque.

dead_pixels_exemplo_03

Então me dei conta que os tais “pontos coloridos” apareciam em várias imagens e fui pesquisar sobre o assunto.

Por sorte minha, no blog-salvador-para-todas-as-horas, MeioBit, tinha uma matéria bem legal sobre isso. Descobri algumas coisas interessantes sobre o assunto. Uma delas é que o problema é comum em monitores de LCD e em sensores de captura fotográfica. Outra é que existem três categorias de pontos: os Stuck Pixels, os Hot Pixels e os tão temidos Dead Pixels. A primeira coisa que pensei foi que meu equipamento era novo demais para apresentar este tipo de problema, mas descobri que o desgaste pelo uso excessivo pode até acelerar o processo, mas não é fator determinante.

No caso do dead pixel, um ponto específico do sensor simplesmente para de funcionar e pronto: queimou! Em seu lugar irá aparecer sempre um ponto preto.

O hot pixel é um ponto que está permanentemente aceso e irá mostrar sempre a cor branca nas imagens.

E o stuck pixel é, como o nome mesmo diz, um pixel travado em uma determinada cor do sistema RGB: vermelho, verde ou azul.

Fiquei mais tranquilo em descobrir que câmeras novas, recém saídas da loja, podem apresentar este tipo de problema. Acontece que, com o uso constante, eles vão aparecendo cada vez mais e mais. Mas sempre são mais evidentes em fotos de embientes mais escuros e ISOS mais elevados.

Para minha sorte, os  que a minha câmera tem até agora são poucos e nenhum deles é dead (yeeesss!!).

Como descobri isso? A empresa StarZen, disponibiliza em seu site um ótimo freeware que analisa imagens e aponta os problemas e dá um relatório dos pixels problemáticos (baixe aqui). Na matéria do MeioBit explica passo-a-passo como proceder para fazer o teste. Leia na íntegra, aqui.

dead_pixels_test

Tela de relatório do Dead Pixel Testda Star Zen.