Arquivo da tag: DSLR

Como calcular o zoom da sua objetiva?

Sempre que aparecemos com a câmera DSLR em um ambiente onde as pessoas não tem muito conhecimento sobre fotografia, alguém resolve fazer a pergunta: “Qual é o zoom da sua máquina?”

Princípio ótico do zoom
Princípio ótico do zoom.

A curiosidade é natural, pois esta é a linguagem que as pessoas estão acostumadas a “medir” os equipamentos: zoom e megapixels. Para tentar ajudar os amigos que sempre caem nesta armadilha, e ficam horas e horas tentando explicar que uma objetiva fotográfica usa outro tipo de referência, etc, etc, aqui vai uma forma simples, rápida e fácil para responder:

Para calcular o fator de zoom da sua objetiva, basta dividir o valor da distância focal máxima pela mínima.

Exemplo:
DF 18-55mm
(55 ÷ 18 = 3,055)
Significa que esta objetiva tem zoom de 3X.

Uma objetiva 28-300mm, possui um zoom ótimo de 10,7x
Uma objetiva 28-300mm, possui um zoom ótimo de 10,7X.

É claro que precisamos relacionar a objetiva ao tipo de sensor da sua câmera ( leia o post Desmistificando o fator de crop ), mas aí a conversa vai ficar loooonga demais, e tenho certeza que a resposta acima já é mais do que suficiente!

Desmistificando o fator de crop

Na hora de comprar uma câmera fotográfica DSLR (digital single lens reflex), todo mundo fica empolgado com a marca, se preocupa com “os megapixels”, se o grip é bom, etc. Mas pouca gente presta atenção no tipo e tamanho do sensor da câmera que está adquirindo. Normalmente só os fotógrafos mais experientes levam este item em consideração na hora de fazer um upgrade no equipo.

Fator de crop, ou fator de corte, é a medida do tamanho do sensor da sua câmera DSLR. As antigas câmeras analógicas apresentavam um padrão de filme, onde cada instantâneo, cada quadro (frame), apresentava uma medida de aproximadamente 35 mm – 36×24 mm.

Até aí, tudo bem. O problema é que cada fabricante produz equipamentos com tamanhos diferentes de sensores e isto não implica só na resolução e qualidade das imagens capturadas, mas também relação da distância focal das suas objetivas. Sim… isso mesmo! Uma mesma objetiva reage diferente em câmeras com sensores de tamanhos diferentes. Por exemplo: uma objetiva de 50mm passa a funcionar como se tivesse 80mm em uma câmera cujo fator de crop é de 1.6x (50 x 1.6 = 80). Veja abaixo a tabela de conversão:

Normalmente o manual da sua câmera vai dizer qual o tamanho e o fator da sua câmera. Uma boa pesquisada na internet também pode ajudar, mas até lá saiba o fatores dos modelos mais usadas hoje em dia:
1.3x – Canon EOS 1D/1D MkIIN
1.5x – Nikon D40/D50/D70/D70s/D80/D200/D300/D2XD2Hs Minolta 7D/Fuji S3 Pro Pentax istDS/K100D/K110D/K10D
1.6x – Canon EOS 300D/400D/20D/30D

A Nikon trabalha com dois tamanhos de sensores: Full Frame (FX) e 1.5x (DX), a Canon, com três:Full Frame, 1.3x e 1.6x e os demais frabricantes ficam nos mesmos padrões, com exceção da Olympus, que possui alguns modelos com fator 2x.

A imagem acima ajuda a entender bem a diferença entre os tamanhos dos sensores.

Para facilitar ainda mais a vida dos colegas nikonzeiros, encontrei duas ferramentas no site da marca que ajudam a situar o seu equipamento e podem influenciar na escolha do seu próximo equipamento.

NIKKOR Lenses Simulator
Simula visualmente a operação de uma determinada objetiva de acordo com o sensor marcado.

Clique na imagem para utilizar a ferramenta no site da Nikon.

NIKKOR Lenses Positioning Map
Ferramenta que mostra o alcance (range) das objetivas Nikkor e como cada uma delas opera de acordo com os formatos de sensores. O interessante é que você pode criar seu próprio mapa, de acordo com os equipamentos que possui.

Clique na imagem para utilizar a ferramenta no site da Nikon.

Vídeo na DSLR comum?

Sim… também dá para fazer.

Se você parar para pensar um pouco, vai se dar conta de que um filme, tradicional… daqueles de cinema, não passa de uma sequência de 24 fotos por segundo (em média), de uma determinada ação. Quando estas fotos são passadas uma logo após a outra, muito rápido mesmo, temos a sensação de movimento. Vejam só como é fácil enganar nosso pobre cérebro!

Mas dá para fazer coisas bem legais com poucos equipamentos e com bem menos frames por segundo usando a velha e tradicional técnica de stop-motion. Os cineastas sempre usaram e abusaram deste recurso, desde o início do século passado até os dias de hoje. Tim Burton que o diga!

Basta colocar a câmera em um tripé, escolher um assunto (um boneco de brinquedo por exemplo), fotografar, mover o brinquedo, fotografar novamente e mover o brinquedo mais um pouco… tudo milimetricamente calculado. Quando as imagens forem passadas em sequência, temos um filme de animação nas mãos. Simples, não?

Um exemplo bem legal desta técnica, e do potencial criativo por trás dela, é um clipe feito por alguns amigos, daqui de Blumenau. Os recursos? Uma DSLR ( que não fazia vídeo! na época nem tinha isso), tripé, luz, algumas roupas, maquiagem, uma casa abandonada, muita paciência e horas e mais horas de edição.

gathering_02

gathering_03

O resultado ficou tão bom que eles ganharam um concurso internacional e o trabalho deles virou videoclipe oficial da banda holandesa The Gathering. Clique aqui para assisir ao clipe na íntegra.