Desmistificando o fator de crop

Na hora de comprar uma câmera fotográfica DSLR (digital single lens reflex), todo mundo fica empolgado com a marca, se preocupa com “os megapixels”, se o grip é bom, etc. Mas pouca gente presta atenção no tipo e tamanho do sensor da câmera que está adquirindo. Normalmente só os fotógrafos mais experientes levam este item em consideração na hora de fazer um upgrade no equipo.

Fator de crop, ou fator de corte, é a medida do tamanho do sensor da sua câmera DSLR. As antigas câmeras analógicas apresentavam um padrão de filme, onde cada instantâneo, cada quadro (frame), apresentava uma medida de aproximadamente 35 mm – 36×24 mm.

Até aí, tudo bem. O problema é que cada fabricante produz equipamentos com tamanhos diferentes de sensores e isto não implica só na resolução e qualidade das imagens capturadas, mas também relação da distância focal das suas objetivas. Sim… isso mesmo! Uma mesma objetiva reage diferente em câmeras com sensores de tamanhos diferentes. Por exemplo: uma objetiva de 50mm passa a funcionar como se tivesse 80mm em uma câmera cujo fator de crop é de 1.6x (50 x 1.6 = 80). Veja abaixo a tabela de conversão:

Normalmente o manual da sua câmera vai dizer qual o tamanho e o fator da sua câmera. Uma boa pesquisada na internet também pode ajudar, mas até lá saiba o fatores dos modelos mais usadas hoje em dia:
1.3x – Canon EOS 1D/1D MkIIN
1.5x – Nikon D40/D50/D70/D70s/D80/D200/D300/D2XD2Hs Minolta 7D/Fuji S3 Pro Pentax istDS/K100D/K110D/K10D
1.6x – Canon EOS 300D/400D/20D/30D

A Nikon trabalha com dois tamanhos de sensores: Full Frame (FX) e 1.5x (DX), a Canon, com três:Full Frame, 1.3x e 1.6x e os demais frabricantes ficam nos mesmos padrões, com exceção da Olympus, que possui alguns modelos com fator 2x.

A imagem acima ajuda a entender bem a diferença entre os tamanhos dos sensores.

Para facilitar ainda mais a vida dos colegas nikonzeiros, encontrei duas ferramentas no site da marca que ajudam a situar o seu equipamento e podem influenciar na escolha do seu próximo equipamento.

NIKKOR Lenses Simulator
Simula visualmente a operação de uma determinada objetiva de acordo com o sensor marcado.

Clique na imagem para utilizar a ferramenta no site da Nikon.

NIKKOR Lenses Positioning Map
Ferramenta que mostra o alcance (range) das objetivas Nikkor e como cada uma delas opera de acordo com os formatos de sensores. O interessante é que você pode criar seu próprio mapa, de acordo com os equipamentos que possui.

Clique na imagem para utilizar a ferramenta no site da Nikon.

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Você realmente sabe ver as cores?

Quem trabalha com fotografia, tratamento de imagens ou design gráfico, normalmente tem o olho treinado para distinguir nuances sutis de cores.

Será que isto é realmente verdade? Quem ficou com a pulga atrás da orelha, e quer saber se a sua visão está treinada, pode testar suas habilidades no site da X-Rite, empresa líder mundial no desenvolvimento de tecnologias para medição de cores.

Clique na imagem acima para começar o teste.

Eles desenvolveram um teste com quatro linha de cores com diferenças muito sutis entre si. A primeira e a última cor de cada linha são fixas e você deve organizar a escala fazendo a transição de uma até a outra. Parece fácil… mas não é. Quando terminar, aperte o botão “Score Test” e saiba o seu resultado, que é uma nota que vai de “0” a “99”. Quanto mais perto de “0”, melhor sua percepção visual.

Só para constar… minha nota foi “7”.

 

Nomenclaturas e abreviações para objetivas Nikon

Fotografo há um bom tempo, pesquiso regularmente sobre equipamentos e mesmo assim volta e meia me encontro perdido com a grande quantidade de opções, tipos e variações de objetivas que encontramos no mercado.

Segue abaixo uma compilação que fiz nestas minhas pesquisas sobre as nomenclaturas e abreviaturas utilizadas pela Nikon e o que cada uma delas representa:

• F
Desde o lançamento da câmera “F”, que se tornou mundialmente famosa, a Nikon tem usado objetivas com o mesmo encaixe básico, também conhecido como Nikon F. Esta padronização de encaixe de objetivas contribui para a enorme variação de objetivas à disposição dos usuários Nikon. Nikon F é um tipo de encaixe de baioneta. Este encaixe e a câmera foram nomeados em homenagem ao projetista chefe da Nikon Masahiko Fuketa. Embora o encaixe físico não tenha mudado desde 1959 a Nikon fez melhoramentos contínuos no design incluindo indexador mecânico (AI e AI-S), transferência eletrônica de (AF e AF-D) e objetivas com motor de foco integral (AF-I e AF-S). Estas e outras variações significam que não há garantias de que uma objetiva Nikon específica funcionará perfeitamente com qualquer corpo Nikon, mesmo que se encaixe fisicamente. Em 2004 a Nikon lançou a F6 que, ao que parece, marca o encerramento desta linha.

• AI (Aperture Indexing – Indexação de Abertura)
Em 1977 a Nikon lançou uma série de objetivas que podiam comunicar a abertura utilizada para o corpo da câmera através de um contato mecânico. Estas objetivas são facilmente identificadas por uma lingueta de metal fixada na parte superior do anel de abertura. Trata-se de uma objetiva sem focagem automática. O foco é feito apenas de forma manual.

• AI-S (Aperture Indexing Support – Suporte de Indexação de Abertura)
Uma variação das objetivas AI para o encaixe F da Nikon. Esse padrão mantém total compatibilidade de encaixe. Foi lançado em 1981/82. Essas objetivas são basicamente as objetivas AI com com adição de suporte para novas automações, como transmissão de abertura linear e modo programado para velocidade de disparo.

• AF (Auto Focus – Foco Automático)
Lançada em 1992, foi a primeira linha de objetivas Nikon com focagem automatizada. A objetiva da câmera foca automaticamente a imagem em uma parte selecionada do quadro ou objeto. A maioria dos corpos das câmeras permitem que você decida os lugares de foco exatos, geralmente pressionando o disparador até a metade. Essas objetivas não possuem motor de foco, portanto para funcionar o AF, é necessário que sejam instaladas em um corpo Nikon que possua motor de foco. Funcionam perfeitamente em câmeras mais antigas, por possuir anel para controle de abertura, mas vale ressaltar que a focagem continua sendo feita de forma manual.

• AF-D (Auto Focus Distance – Distância de Foco Automático)
Uma das muitas variações da linha de lentes F da Nikon. As objetivas Nikon tipo AF podem transmitir informações de distância para o corpo da câmera. Os dados de distância do foco são usados pelo sistema de medição de matrix 3D da Nikon e pelo sistema de medição 3D dos flashes.

• D/G (Distance Information – Informação de Distância)
As objetivas AF tipo D/G informam a distância entre a câmera e o assunto ao corpo da câmera Nikon. Com essas informações em mãos, tornou-se possível avanços na fotometria matricial 3D (3D matrix) e no sensor de flash, permitindo preenchimento mais correto e muito mais equilibrado. As objetivas G não possuem anel de controle da abertura, o que impossibilitam seu uso com câmeras manuais antigas.

• DX (For Digital SLR APS sensor – Para corpos de SLR digitais com fator de corte)
São as objetivas Nikkor AF projetadas exclusivamente para serem usadas em câmeras SLR digitais da Nikon, utilizando o fator de corte 1.5x característico da marca. As objetivas DX são mais compactas e leves que as Nikon padrão (FX) e isso acontece porque elas não necessitam cobrir o tamanho de um sensor fullframe, já que sua área de utilização é menor. Não devem ser utilizadas em corpos Nikon full frame e 35mm, justamente por não conseguir garantir cobertura total do fotograma. Foi criado para ser usado nas digitais D40, D50, D60, D70, D80, D90, D100, D200, D300, etc.

• AF-I (Autofocus Integrado)
Em 1992 a Nikon seguiu o exemplo da Canon lançando uma nova série de objetivas com motor integrado ao seu corpo. Até então a Nikon só produzia sistemas autofoco no corpo das câmeras. Estas objetivas são equivalentes às USM da Canon.

• AF-S (Build in Auto Focus Motor – Motor de Auto Foco Incorporado)
Esta objetiva AF foi lançada em 1996 e já vem com um motor de foco embutido, além de um motor de ondas silenciosas “silent wave” integrado. Possui focagem bem mais rápida e silenciosa do que as objetivas AF anteriores. Funcionam perfeitamente em corpos mais novos, onde pode-se controlar a abertura por eles. Em relação ao AF, é uma objetiva essencial para corpos que não possuem motor de foco (D40, D40x e D60) e não funcionam a contento em câmeras mais antigas, por não possuir anel de abertura mecânico, fazendo com que nestes corpos elas atuem sempre em sua menor abertura (já que é controlada apenas eletronicamente).

• ED (Extra-Low Dispesion Glass – Elemento Ótico Extra de Baixa Dispersão)
Vidros de alta qualidade para correção de aberração cromática que oferece ganhos em nitidez e reprodução de cores. Os elementos óticos ED trazem todos os benefícios de lentes feitas a partir do cálcio fluorite, mas sem suas fragilidades. A Nikon desenvolveu vários tipos do elementos óticos ED, que são usados de acordo com a com a conveniência das objetivas produzidas. Super ED é um novo tipo de vidro que é usado junto com o ED em algumas objetivas, com a finalidade de um grau ainda maior de correção de aberração cromática.

• FX (Lens For Full Frame Body – Lentes Para Corpos Padrão 35mm)
Ao contrário das objetivas DX, são as objetivas projetadas para o padrão 35mm, por conseguir cobrir toda a área de um sensor neste formato. São objetivas para operação em câmeras 35mm AF, além das digitais D3x, D3, D700, etc.

• ASF (Aspherical Lens Elements – Elementos de Lente Asféricos)
A objetiva possui elementos asféricos no seu design ótico, que por sua vez eliminam anomalias e outros tipos de aberrações de objetiva, usando complexas curvas nos elementos que compõem o seu design.

• CRC (Close-Range Correction System – Sistema de Correção de Variedade de foco)
Promove uma qualidade superior de focagem em distâncias próximas e quando essa distância variável vai aumentando. Com o sistema CRC, os elementos são configurados na objetiva em um design flutuante, onde cada grupo de lentes se movem de forma independente para realizar o trabalho de foco. Isso assegura uma performance de focagem superior quando precisa se alternar entre uma focagem próxima e outra distante. O sistema CRC é bastante utilizado em objetivas olho-de-peixe (fisheye), grande angulares, macro e teleobjetivas médias da Nikkor.

• IF (Internal Focusing – Focagem Interna)
Objetivas com essa característica podem fazer focagem sem precisar ter o seu tamanho físico alterado. Todo o movimento ótico é feito de maneira interna, não precisando estender ou diminuir o barril da objetiva. Isso garante uma construção mais leve e compacta, já que seus elementos de focagem são menores e inclusive mais rápidos.

• DC (Defocus Control Lens – Lente de Controle de Desfocagem)
A Nikon apresenta em suas objetivas AF DC uma tecnologia exclusiva de controle de desfocagem na objetiva. Ela permite que fotógrafos controlem o grau da aberração esférica no primeiro plano ou no plano de fundo, bastando apenas girar o anel DC da objetiva. Essa alteração criará nas áreas fora de foco um bokeh forte e acentuado, ideal para destacar o assunto nas fotografias de retrato.

• RF (Rear Focusing – Focagem Traseira)
Os elementos óticos são divididos em grupos específicos da objetiva. No sistema RF, apenas o grupo de elementos traseiros se movem para a focagem, garantindo a operação de auto-focagem muito mais lisa e rápida.

• VR (Vibration Reduction)
Minimiza a falta de nitidez das imagens, causadas pelo tremor da câmera em baixas velocidades de disparo. Permite ao fotógrafo trabalhar com até 3 velocidades (f/stops) abaixo da recomendada (segundo o fabricante), sem risco da foto sair tremida. A objetiva possui sensores que detectam automaticamente os tremidos do fotógrafo e corrige o disparo através de motores próprios. É uma característica interessante principalmente para as teleobjetivas (onde isto é mais fácil de acontecer) e que também deixam a objetiva um tanto mais cara.

Fontes:

Blog Fotografar, Vender, Viajar
Fórum Mundo Fotográfico
Nikon Brasil
DPreview
DigiForum
Ken Rockwell

Entendendo a Teoria das Cores

Usar adequadamente as cores nos seus trabalhos pode ser uma tarefa árdua. Por isso, quem trabalha na área visual deve aprender a dominar este assunto, já que as cores transmitem sensações, mensagens psicológicas subliminares e nos induzem a certas leituras.

Por isso, tenho certeza de que o estudo mais aprofundado, acompanhado das escolhas corretas, pode fazer com que seu trabalho se diferencie dos demais, seja no âmbito profissional ou mesmo em projetos pessoais.

Como o assunto me interessa muito, vivo pesquisando sobre este tema. Em uma destas buscas, acabei esbarrando em um infográfico desenvolvido pela Paper Leaf Design (com agradecimento e créditos para worqx.com e color-wheel-pro.com).

Resolvi adequar a peça para a nossa realidade regional e a traduzi-la para português, com a finalidade de usar como referência nas minhas aulas de fotografia.

Disponibilizo esta versão aqui neste post, para que outras pessoas tenham a oportunidade de se aprofundar no fantástico mundo das cores, com a recomendação de que deem uma passada no site da Paper Leaf Design. O trabalho deles é muito legal e merecem o devido crédito.

REVISTA | Tupigrafia

Tupigrafia é uma revista nacional, produzida em formato de livro, que acabou se tornando a grande referência quando o assunto é tipografia. Os autores Cláudio Rocha e Tony de Marco, mostram a produção dos typedesigners brasileiros e o que acontece no mercado mundial, sempre relacionando o tema ao design gráfico e a cultura em geral. O acabamento é impecável e a publicação não tem periodicidade definida. Por isso, fique sempre de olho no site para saber dos lançamentos. #ficadica

Título: Tupigrafia
Autores: Cláudio Rocha e Tony de Marco
Editora: Oficina Tipográfica São Paulo
Site: Flickr

SITE | The Dieline

Livros e revistas sobre design de embalagens são absurdamente caros e sempre difíceis de serem encontrados. Por estes motivos, costumo acessar sempre o site The Dieline. Alguns trabalhos mostrados lá são reais e outros, apenas estudos e projetos ainda não produzidos. Mesmo assim, considero uma excelente fonte de pesquisa e deve constar nos “Favoritos” de todo designer gráfico que pensa em trabalhar neste segmento. #ficadica

Título: The Dieline
Autor: Andrew Gibbs
URL: thedieline.com

LIVRO | Pensar Com Tipos – Ellen Lupton

Pensar Com Tipos é um livro que esclarece e desmistifica a tipografia com nenhum outro. A autora, a norte-americana Ellen Lupton, é educadora e resolveu escrevê-lo quando estava montando seu curso de tipografia e não conseguiu encontrar nenhuma literatura adequada para apresentar aos seus alunos.

Com uma linguagem simples e extremamente didática, o livro é dividido em três grandes capítulos: Letra, Texto e Diagrama, e trata desde a anatomia do tipo até sua aplicação em periódicos e meios digitais. Tudo muito bem ilustrado e cheio de anotações e comentários. Um título barato, fácil de ser encontrado e leve de ler.

Ellen Lupton é “o cara”, quando o assunto é tipografia. Pode perguntar para qualquer “tipoaddicted”. Além de entender muito sobre o assunto, ela trabalha seu texto de uma forma muito simples e direta. E, para arrematar, ela usa muitos recursos gráficos para exemplificar o que está explicando. Sabe aquela frase: “Entendeu ou quer que desenhe?” Pois é: ela explica e desenha. Literalmente!

Título obrigatório para qualquer criativo. Especialmente para aqueles que pretendem começar a criar suas próprias fontes ou querem se tornar designers gráficos, diretores de arte, web designers ou diagramadores.

Uma curiosidade sobre o livro é que as capas são sempre diferentes umas das outras. Isso se deve ao fato de que sempre são impressas com tipos móveis. Só pra dar um charminho a mais. #ficadica

Título: Pensar Com Tipos
Autor: Ellen Lupton
Editora: Cosac Naify

LIVRO | O Novo Manual de Fotografia – John Hedgecoe


Quando se fala em literatura técnica para fotografia, normalmente pensamos em Ansel Adams ou Thales Trigo. Gosto de incluir no pacote este livro do fotógrafo inglês John Hedgecoe. O que mais me chama a atenção nele, é o formato de enciclopédia, separado por tópicos, com textos rápidos e de linguagem bastante acessível. Costumo dizer que, seu eu tivesse dinheiro para comprar somente um único livro sobre fotografia, com certeza seria este. #ficadica

Título: O Novo Manual de Fotografia
Autor: John Hedgecoe
Editora: Senac – http://www.editorasenacsp.com.br

Revista digital – 2011/01

A tradição está sendo mantida entre as turmas do Curso Sequencial de Fotografia, da Furb. A turma 2011/01 encerrou suas atividades no meio do ano, mas deixou seu registro digital em forma de revista eletrônica.

Para quem acompanhou este pessoal de perto, é muito legal ver a evolução de seus trabalhos e a paixão pela fotografia aumentando cada vez mais. O curso encerrou, ficaram as amizades e as fotos. Muitas fotos.

Veja a revista na íntegra clicando aqui.

Fotos 360º da enchente de Blumenau

Semana passada Blumenau foi assolada, mais uma vez, por uma grande enchente. A maioria das pessoas seguiu à risca as orientações da Defesa Civil, ficando em casa e evitando circular pelas ruas da cidade.

Reforço a “maioria”, pois como a inquietação faz parte de todo bom fotógrafo, meu amigo Vinícius Blemer pegou o equipamento e saiu pela cidade produzindo belíssimas fotos 360º com a intenção de registrar o que estava acontecendo em Blumenau.

Clique AQUI para visualizar uma galeria de 12 imagens interessantíssimas, com o resultado desta iniciativa.