Como escolher uma fonte?

Acredito que todo diretor de arte ou designer gráfico já se deparou com o dilema de “qual fonte escolher” para um projeto em andamento. Seja o desenvolvimento de uma simples newsletter ou um estudo de criação para logotipo.

Com a facilidade que se tem para encontrar fontes gratuitas pela web, é comum termos dois, cinco, dez mil fontes disponíveis no nosso computador. E isto acaba se tornando uma verdadeira dor de cabeça!

Recebi estes dias de um amigo, um estudo muito legal feito por uma designer gráfica dinamarquesa chamada Julian Hansen. A ideia dela é muito interessante. Meio engraçadinha e com algumas piadas de gosto duvidoso, mas mesmo assim vale a intenção.

Julian desenvolveu um quadro com várias famílias tipográficas, que tenta conduzir o atormentado criativo até uma solução para este dilema. O centro do quadro traz a seguinte questão: “Então você precisa de uma fonte” ou algo do gênero… Partindo deste ponto, você define um tema ou área do projeto e vai sendo “guiado” até uma solução tipográfica.

Engraçadinho ou não, acadêmico ou não, o fato é que deve ter dado um trabalho enorme para desenvolver este material e os resultados são até que bem satisfatórios.

Quem se interessar, pode até comprar o poster impresso (aqui). Recomendo.

Bienal de Design 2009

bienal_adg_2009

Como já está virando tradição em Blumenau, mais uma vez os criativos da cidade se reuniram e foram à 9ª Bienal Brasileira de Design Gráfico da ADG, em São Paulo, que este ano foi realizada no Centro Cultural São Paulo. Um lugar fantástico, que transborda cultura e civilidade por todos os seus corredores.

A iniciativa de organizar a excursão foi do Núcleo de Criação & Design, da Acib, que fez um excelente trabalho. Graças ao convite do Bruno, da Joy Design, tive a oportunidade de participar desta viagem com o grupo.

todos_peqDeu pra ver de longe que éramos turistas!

 

allyson_peqEu, em momento poser. As duas fotos são cortesia do David José Theiss, Diretor de Arte da Seven.

Vi muito material bom, de qualidade mesmo. Este ano a exposição foi menor, mas as peças me pareceram muito selecionadas. Confesso que alguns trabalhos me decepcionaram. Não sei se pela suspeita de que foram criadas única e exclusivamente para a Bienal, ou se pela falta de solidez do material em si. Em geral: nota nove!

Como não poderia deixar de ser, aproveitamos o final de semana para visitar alguns lugares classicos da cidade. No Masp, vimos as exposições do brilhante Vik Muniz e do Calendário da Pirelli. No MAM, a mostra fotógrafica “Olhar e Fingir: Fotografias da Coleção Auer”me deixou impressionado. Tinha de Bresson a Man Ray e algumas curiosidades históricas, como chapas de daguerreótipos originais e negativos em vidro!

Foi uma ótima experiência e uma grande oportunidade para arejar a cabeça, trocar idéias e conhecer pessoas e lugares novos. Combustível básico e essencial para continuar o trabalho criativo durante o restante do ano.