BlogFolio – Allyson Correia

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Arquivo paraFotografia

Bokeh híbrido

Muita gente me pergunta como faço para conseguir fotos como esta, que tirei nas férias em Ouro Preto.

Vou tentar ajudar sem ser muito técnico demais, pois esta imagem é um híbrido de três técnicas diferentes: lens flare + bokeh + manipulação digital.

Passo 1: O lens flare

Para produzir uma imagem com flare (brilho), basta apontar a câmera para o sol ou outro tipo de fonte de luz. O tipo de objetiva que você usa vai fazer toda a diferença. Nas que possuem um maior número de elementos internos, ele ficará mais evidente. O ideal é testar com algumas objetivas diferentes e em vários ângulos em relação à fonte de luz, analisando os resultados obtidos. Não existe uma solução padrão, pois cada situação é completamente diferente da outra. A incidência dos raios do sol na objetiva vai gerar pontos de luz na foto sob a forma de “bolhas”, “pentágonos”, “hexágonos” ou outra forma geométrica qualquer.

Exemplo de foto com lens flare

Passo 2: O bokeh

“Bokeh” é a palavra japonesa para “desfoque”. São essas bolas de luz que vemos pelo Flickr. Como esta, que fiz recentemente:

Criar uma imagem deste tipo é, na verdade, bem simples. Escolha um objeto que emita luz, como lâmpadas de Natal por exemplo. Faça a fotometria correta, trabalhando sempre com o diafragma bastante aberto, para ter pouca profundidade de campo. Coloque a câmera em foco manual e tire o foco propositalmente. Pronto! Todos os pontos de luz irão “estourar”, gerando estas “bolotas”.

Comparativo de áreas de foco em uma imagem

Passo 3: A manipulação digital

Aí é que entra o mais complicado da história. É preciso usar algum tipo de programa para edição de imagens, como o Photoshop. Abra a foto com o flare, sobreponha a ela a imagem do bokeh e mude o “Blend Mode” deste layer para “Lighthen”.

Tudo o que está preto ou escuro, irá sumir e o colorido vai ganhar uma certa transparência. É só dar um flatten na imagem e seu bokeh híbrido está pronto!

Spooky!

Presentinho de Halloween!

spooky

(Clique na foto para ver o GIF animado.)

Vídeo na DSLR comum?

Sim… também dá para fazer.

Se você parar para pensar um pouco, vai se dar conta de que um filme, tradicional… daqueles de cinema, não passa de uma sequência de 24 fotos por segundo (em média), de uma determinada ação. Quando estas fotos são passadas uma logo após a outra, muito rápido mesmo, temos a sensação de movimento. Vejam só como é fácil enganar nosso pobre cérebro!

Mas dá para fazer coisas bem legais com poucos equipamentos e com bem menos frames por segundo usando a velha e tradicional técnica de stop-motion. Os cineastas sempre usaram e abusaram deste recurso, desde o início do século passado até os dias de hoje. Tim Burton que o diga!

Basta colocar a câmera em um tripé, escolher um assunto (um boneco de brinquedo por exemplo), fotografar, mover o brinquedo, fotografar novamente e mover o brinquedo mais um pouco… tudo milimetricamente calculado. Quando as imagens forem passadas em sequência, temos um filme de animação nas mãos. Simples, não?

Um exemplo bem legal desta técnica, e do potencial criativo por trás dela, é um clipe feito por alguns amigos, daqui de Blumenau. Os recursos? Uma DSLR ( que não fazia vídeo! na época nem tinha isso), tripé, luz, algumas roupas, maquiagem, uma casa abandonada, muita paciência e horas e mais horas de edição.

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O resultado ficou tão bom que eles ganharam um concurso internacional e o trabalho deles virou videoclipe oficial da banda holandesa The Gathering. Clique aqui para assisir ao clipe na íntegra.

Mais do mesmo

Posso dizer que a fotografia é uma parte muito importante da minha vida. Seja pelo meu trabalho ou como forma de lazer, quando pego a maquininha e saio por aí clicando qualquer coisa que atravesse na minha frente.

Como gosto do assunto, obviamente passo muitas horas pesquisando sobre fotografia na internet e fuçando em galerias do Flickr e DeviantArt. Durante estas navegações exploratórias, acabei me dando conta de que muitos fotógrafos (amadores, como eu, claro!) acabam repetindo fórmulas na hora de fazer uma foto. Seja pelo padrão estético, pelo ângulo de câmera, tema, composição… parece sempre a mesma imagem, só que com outro personagem.

Vejam só: não estou jogando pedra no telhado de ninguém! Até porquê eu me incluo neste grupo de traídos pela memória.

Acredito que somos aquilo que consumimos. Seja comida ou conteúdo! Quem gosta de fotografia, mais cedo ou mais tarde, acaba indo parar no Flickr. Não existe quem não tenha amigos com imensas galerias pessoais no Orkut ou Facebook. Todos bebem da mesma fonte… e acabam criando um repertório de conteúdo muito parecido com o de várias outras pessoas.

O resultado disso? Basta colocar uma tag qualquer no Explorar do Flickr, para ver um festival de imagens repetidas feitas por fotógrafos diferentes.

Portanto, na próxima vez que você for fazer uma foto: pare, pense e desista! Desista da primeira idéia, pois ela provavelmente será óbvia demais, e parta logo para uma outra… diferente!

Abaixo, vão alguns exemplos de temas que pesquisei aleatoriamente e fiz algumas colagens. Reparem bem, que estou lá no meio em quase todas elas!

Tag pesquisada: “egoshot”

temas_repetidos_egoshot

Tag pesquisada: “espelho”

temas_repetidos_espelho

Tag pesquisada: “pés”

temas_repetidos_pes

Tag pesquisada: “retrovisor”

temas_repetidos_retrovisor

 Tag pesquisada: “varal”

temas_repetidos_varal

Paraty Em Foco 2009

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Quinta edição do evento toma conta da cidade fluminense, de 23 a 27 de setembro, reunindo fotógrafos e apaixonados por fotografia de todo o mundo.

O universo da fotografia invadirá as ruas, praças e principais prédios da histórica cidade de Paraty, no Rio de Janeiro, entre os dias 23 e 27 de setembro próximo, na quinta edição do Paraty em Foco – Festival Internacional de Fotografia Fnac.

A programação deste ano apresenta um panorama das revoluções e renovações pelas quais passa a fotografia contemporânea. A cidade de Paraty será palco de relevantes discussões e apresentações, além de receber uma enorme gama de jovens e consagrados talentos da cena fotográfica brasileira e mundial.

O evento inclui workshops, entrevistas, projeções e exposições de artistas que representam de forma significativa as tendências da arte no momento. Além disso, ações sociais, leilões, encontro de blogueiros e noites de festa contribuem para ampliar o público apreciador da fotografia e aproximar ainda mais os participantes do Festival.

Com vagas limitadas, as inscrições para todos os eventos já estão abertas e podem ser feitas pelo site oficial do evento.

Além deste site, também foram criados um blog com informações bastante atualizadas e que deverá realizar a cobertura do evento e um grupo aberto no Flickr.

 

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Algumas fotos do evento de 2008.

África em Nós, por Walter Firmo e Emanoel Araújo

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A Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo publicou recentemente no YouTube um vídeo muito legal sobre a campanha fotográfica África em Nós, com relatos do grande fotógrafo Walter Firmo e Emanoel Araújo.

O vídeo é um reforço nas ações de incentivo para a continuidade da campanha, que tem como tema principal a África que está presente em todos os brasileiros.

Para assistir, clique na imagem abaixo ou aqui

africa_em_nos_video

Tutorial multi poser

AllysonCorreia_MultiPoser_01

Recentemente, esta foto minha foi utilizada como exemplo para discussão de uma técnica em uma comunidade do Orkut (Nikon D60 Brasil). Achei muito legal ver as pessoas curiosas sobre como a foto foi feita e cada participante da comunidade com a sua teoria, etc.

Atendendo ao pedido do Carlos Henrique, acabei escrevendo uma explicação bem simples de como funciona o processo para fazer um multi poser. Estou publicando aqui a resposta que mandei para ele por e-mail. Na verdade é muito fácil… mas precisa ter bastante paciência e um certo domínio de manipulação digital de imagens.

Equipamento necessário:

Câmera - qualquer uma com timer disparador ou controle remoto serve;
Tripé;
Programa para manipulação – Photoshop, PhotoPaint, Gimp ou similar.

Mãos na massa:

1) Encontre um lugar onde você quer fazer a foto e pense nas possíveis situações que você pode criar ali. Exemplo: em pé na janela, dormindo, lendo um livro, vendo TV, etc. Estas situações devem se SOBREPOR umas às outras O MÍNIMO POSSÍVEL. Isto vai facilitar bastante na hora da manipulação digital.

2) Controle ao máximo as condições de luz, se não as imagens ficarão muito diferentes entre si e o resultado final irá parecer falso.

3) Coloque a máquina no tripé e faça todos os ajustes necessários para uma boa foto. Trabalho com o maior valor de abertura de diafragma que a situação de luz permitir (f/22 para cima) para ter o máximo de profundidade de campo. Se puder evitar o uso de flash, melhor. Faça um primeiro clique “teste” e confira o resultado. Caso esteja tudo certo, NÃO ALTERE MAIS ESTAS CONFIGURAÇÕES.

4) Acione o timer e corra para a pose. Dá um certo corre-corre mas vale a pena. Ter um irmão caçula ou pedir para a namorada apertar o botão ajuda… Caso contrário, vá em frente e faça a captura de todas as situações.

5) Leve as imagens escolhidas para o Photoshop (vou usar este programa como exemplo) e coloque todas as imagens, alinhadas, em um único arquivo com várias camadas. Existe um comando “Load Files Into a Stack” que faz isso automaticamente, mas dá para fazer manualmente mesmo.

6) A partir daí, basta você trabalhar máscaras em cada camada, revelando nelas apenas a situação desejada e descartando todas as demais informações. ATENÇÃO: Uma destas camadas deverá ser eleita a “base” e somente ela revelará todo o cenário.

7) Quando chegar ao resultado desejado, achate a imagem, publique no Flickr e aguarde os comentários!

Espero ter ajudado e esclarecido um pouco sobre esta técnica. Torço para que dê tudo certo.

Caso tenham alguma dúvida, podem entrar em contato por aqui mesmo ou pelo meu Flickr.

Grande abraço e bons cliques!

África em Nós promete muita emoção em lindas fotografias

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A campanha fotográfica África em Nós, criada pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo convoca toda população paulista a participar através da fotografia, no que ela vê, sente e compreende sobre a presença e a herança africana no dia a dia.

O tema é a própria África, o continente mãe. Como perceber os sinais africanos? Quais os sinais perceptíveis em nossa cultura? Cada participante deve realizar sua foto mostrando como vê e sente esta África que existe perto de nós.

Visite o site da campanha www.africaemnos.com.br para ler o regulamento e participar. Fotógrafos amadores ou não podem mandar suas fotos até dia 15 de Setembro.

O curador responsável é o fotógrafo renomado Walter Firmo e a organização é pela Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias.

People & Toys

Acho que a falta de tempo e a correria do dia-a-dia não são exclusividades minhas. Todos passamos por estes problemas. Mas isso não serve de desculpa para não tirarmos um tempinho para fazer as coisas que realmente gostamos.

people&toys_rafael

Esta semana, estava de bobeira na agência e, durante a hora do almoço, resolvi criar um mini-projeto. Começou totalmente por acaso e acabou se transformando em algo mais que um exercício criativo.

Saí fotografando meus colegas de trabalho e os brinquedos que cada um deixa em sua mesa. Tudo com uma linguagem que beira o surrealismo… parece quase um sonho.

Ainda não está terminado, mas já dá para espiar no Flickr como está ficando. O nome do álbum é People & Toys. Espero que gostem.

I see dead pixels!

Antes de continuar a rir, preciso avisar que o assunto é sério. Muito sério.

Nunca entendi muito bem o que o termo dead pixel realmente significava até tirar algumas fotos com a minha Nikon D60 em um workshop de fotografia, aqui em Blumenau mesmo. Cheguei em casa e fui editar as fotos. Tudo ia bem até perceber que em algumas imagens mais escuras, onde trabalhei com ISO elevado, apareciam alguns pontos coloridos. Pensei: “Ah! É só poeira em suspensão. Carimbo neles!”.

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Os círculos brancos marcam alguns dos hot pixels que apareciam nas fotos. Abaixo, em destaque.

dead_pixels_exemplo_03

Então me dei conta que os tais “pontos coloridos” apareciam em várias imagens e fui pesquisar sobre o assunto.

Por sorte minha, no blog-salvador-para-todas-as-horas, MeioBit, tinha uma matéria bem legal sobre isso. Descobri algumas coisas interessantes sobre o assunto. Uma delas é que o problema é comum em monitores de LCD e em sensores de captura fotográfica. Outra é que existem três categorias de pontos: os Stuck Pixels, os Hot Pixels e os tão temidos Dead Pixels. A primeira coisa que pensei foi que meu equipamento era novo demais para apresentar este tipo de problema, mas descobri que o desgaste pelo uso excessivo pode até acelerar o processo, mas não é fator determinante.

No caso do dead pixel, um ponto específico do sensor simplesmente para de funcionar e pronto: queimou! Em seu lugar irá aparecer sempre um ponto preto.

O hot pixel é um ponto que está permanentemente aceso e irá mostrar sempre a cor branca nas imagens.

E o stuck pixel é, como o nome mesmo diz, um pixel travado em uma determinada cor do sistema RGB: vermelho, verde ou azul.

Fiquei mais tranquilo em descobrir que câmeras novas, recém saídas da loja, podem apresentar este tipo de problema. Acontece que, com o uso constante, eles vão aparecendo cada vez mais e mais. Mas sempre são mais evidentes em fotos de embientes mais escuros e ISOS mais elevados.

Para minha sorte, os  que a minha câmera tem até agora são poucos e nenhum deles é dead (yeeesss!!).

Como descobri isso? A empresa StarZen, disponibiliza em seu site um ótimo freeware que analisa imagens e aponta os problemas e dá um relatório dos pixels problemáticos (baixe aqui). Na matéria do MeioBit explica passo-a-passo como proceder para fazer o teste. Leia na íntegra, aqui.

dead_pixels_test

Tela de relatório do Dead Pixel Test,
da Star Zen.

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