BlogFolio – Allyson Correia
portfolio | blog | fotografia | designArquivo para Maio, 2009
People & Toys
Acho que a falta de tempo e a correria do dia-a-dia não são exclusividades minhas. Todos passamos por estes problemas. Mas isso não serve de desculpa para não tirarmos um tempinho para fazer as coisas que realmente gostamos.
Esta semana, estava de bobeira na agência e, durante a hora do almoço, resolvi criar um mini-projeto. Começou totalmente por acaso e acabou se transformando em algo mais que um exercício criativo.
Saí fotografando meus colegas de trabalho e os brinquedos que cada um deixa em sua mesa. Tudo com uma linguagem que beira o surrealismo… parece quase um sonho.
Ainda não está terminado, mas já dá para espiar no Flickr como está ficando. O nome do álbum é People & Toys. Espero que gostem.
I see dead pixels!
Antes de continuar a rir, preciso avisar que o assunto é sério. Muito sério.
Nunca entendi muito bem o que o termo dead pixel realmente significava até tirar algumas fotos com a minha Nikon D60 em um workshop de fotografia, aqui em Blumenau mesmo. Cheguei em casa e fui editar as fotos. Tudo ia bem até perceber que em algumas imagens mais escuras, onde trabalhei com ISO elevado, apareciam alguns pontos coloridos. Pensei: “Ah! É só poeira em suspensão. Carimbo neles!”.
Os círculos brancos marcam alguns dos hot pixels que apareciam nas fotos. Abaixo, em destaque.
Então me dei conta que os tais “pontos coloridos” apareciam em várias imagens e fui pesquisar sobre o assunto.
Por sorte minha, no blog-salvador-para-todas-as-horas, MeioBit, tinha uma matéria bem legal sobre isso. Descobri algumas coisas interessantes sobre o assunto. Uma delas é que o problema é comum em monitores de LCD e em sensores de captura fotográfica. Outra é que existem três categorias de pontos: os Stuck Pixels, os Hot Pixels e os tão temidos Dead Pixels. A primeira coisa que pensei foi que meu equipamento era novo demais para apresentar este tipo de problema, mas descobri que o desgaste pelo uso excessivo pode até acelerar o processo, mas não é fator determinante.
No caso do dead pixel, um ponto específico do sensor simplesmente para de funcionar e pronto: queimou! Em seu lugar irá aparecer sempre um ponto preto.
O hot pixel é um ponto que está permanentemente aceso e irá mostrar sempre a cor branca nas imagens.
E o stuck pixel é, como o nome mesmo diz, um pixel travado em uma determinada cor do sistema RGB: vermelho, verde ou azul.
Fiquei mais tranquilo em descobrir que câmeras novas, recém saídas da loja, podem apresentar este tipo de problema. Acontece que, com o uso constante, eles vão aparecendo cada vez mais e mais. Mas sempre são mais evidentes em fotos de embientes mais escuros e ISOS mais elevados.
Para minha sorte, os que a minha câmera tem até agora são poucos e nenhum deles é dead (yeeesss!!).
Como descobri isso? A empresa StarZen, disponibiliza em seu site um ótimo freeware que analisa imagens e aponta os problemas e dá um relatório dos pixels problemáticos (baixe aqui). Na matéria do MeioBit explica passo-a-passo como proceder para fazer o teste. Leia na íntegra, aqui.
Tela de relatório do Dead Pixel Test,
da Star Zen.
Bienal de Design 2009
Como já está virando tradição em Blumenau, mais uma vez os criativos da cidade se reuniram e foram à 9ª Bienal Brasileira de Design Gráfico da ADG, em São Paulo, que este ano foi realizada no Centro Cultural São Paulo. Um lugar fantástico, que transborda cultura e civilidade por todos os seus corredores.
A iniciativa de organizar a excursão foi do Núcleo de Criação & Design, da Acib, que fez um excelente trabalho. Graças ao convite do Bruno, da Joy Design, tive a oportunidade de participar desta viagem com o grupo.
Deu pra ver de longe que éramos turistas!
Eu, em momento poser. As duas fotos são cortesia do David José Theiss, Diretor de Arte da Seven.
Vi muito material bom, de qualidade mesmo. Este ano a exposição foi menor, mas as peças me pareceram muito selecionadas. Confesso que alguns trabalhos me decepcionaram. Não sei se pela suspeita de que foram criadas única e exclusivamente para a Bienal, ou se pela falta de solidez do material em si. Em geral: nota nove!
Como não poderia deixar de ser, aproveitamos o final de semana para visitar alguns lugares classicos da cidade. No Masp, vimos as exposições do brilhante Vik Muniz e do Calendário da Pirelli. No MAM, a mostra fotógrafica “Olhar e Fingir: Fotografias da Coleção Auer”me deixou impressionado. Tinha de Bresson a Man Ray e algumas curiosidades históricas, como chapas de daguerreótipos originais e negativos em vidro!
Foi uma ótima experiência e uma grande oportunidade para arejar a cabeça, trocar idéias e conhecer pessoas e lugares novos. Combustível básico e essencial para continuar o trabalho criativo durante o restante do ano.






